Toca
do Vinicius
Clara Chagas
Nessa pauta, nós
vamos conversar com Carlos, dono da loja “Toca do Vinicius”. A loja é
totalmente dedicada à Bossa Nova. Livros, discos, filmes da época de ouro da
Bossa Nova lotam o estabelecimento em Ipanema. Apesar das dificuldades em
manter uma loja cujo público é muito específico, décadas depois do sucesso do
estilo musical que é a paixão do Carlos, A Toca já completou 21 anos de
história. Vamos esclarecer com o Carlos como a ideia da loja surgiu e como ele
fez para torná-la realidade. Além disso, vamos falar com ele sobre o mercado
musical atual. As pessoas, em uma época marcada pela internet e pela
convergência, continuam comprando CDs? Elas ainda têm interesse em pagar por
filmes e livros? Afinal, como é viver de Bossa Nova nos anos 2000? Nessa pauta,
é importante fazer um comparativo entre o cenário musical dos anos 1960 e o
atual. Falar do contexto piloto e econômico também é importante, para explicar
a diferença entre os mercados da época e o atual.
E o músico clássico?
Julia Bender
A matéria vai mostrar
o lado de quem vive de música clássica. O objetivo é discutir o reconhecimento
da música clássica na indústria da música, as
transformações na forma de se consumir arte e as expectativas de quem se dedica
integralmente à música clássica. Além de abordar o lado cultural do valor da música
clássica na sociedade, vamos falar também do dia a dia de quem escolheu a
música clássica como “ganha pão”. Nossa personagem é a cantora lírica Anna Hannickel.
Formada em canto lírico pela UFRJ, ela ganha a vida cantando em casamentos,
dando aulas de canto e participando de festivais na cidade onde mora, em
Petrópolis. Levando em conta o fato de que ela decidiu abraçar o ofício musical, a matéria vai contar como Anna encara as
questões da vocação, formação musical e retorno financeiro. Além disso, queremos
saber se a família influenciou – positiva ou negativamente – de alguma forma na
escolha profissional. A ideia é humanizar a realidade de quem escolheu a música
como profissão. O matéria “A dor e a delícia de viver de música”, do site Acontece em Petrópolis, mostra bem isso
– http://www.aconteceempetropolis.com.br/2012/09/30/a-dor-e-a-delicia-de-viver-de-musica/. Será que a Anna está satisfeita com o mercado da música
clássica? Ou será que ela já quis desistir de tudo e começar de novo? Isso é o
que vamos descobrir.
Musicais universitários
Beatriz
Pestana
O objetivo dessa pauta é mostrar que com
a disseminação da tecnologia e a facilidade em baixar músicas pela internet, a
fonte de renda do artista está cada vez mais escassa. Como o mercado
fonográfico é muito concorrido, muitos não têm chance de fazer sucesso a não
ser que consigam fechar contrato com uma grande gravadora. Nessa linha, os musicais universitários tem
funcionado como porta de entrada para jovens artistas que buscam um “lugar ao
Sol”.
A proposta é usar o caso do Musical The
Book of Mormon UNIRIO, sucesso de público e crítica, com mais de 28 mil
espectadores divididos em 78 apresentações desde 2013, a montagem acadêmica
serviu de trampolim para que vários artistas ganhassem visibilidade. Esse é o
caso de Léo Bahia, que interpretou o personagem Elder Cunningham, e se tornou
uma das grandes revelações do teatro musical. O jovem também participou do
espetáculo “Ópera do Malandro”, de João Falcão. Atualmente Léo Bahia se dedica aos ensaios
da montagem “Chacrinha”, com adaptação de Pedro
Bial e roteiro de Rodrigo Nogueira.
O personagem da matéria
será o Léo Bahia, e vamos abordar como a participação no espetáculo The Book of Mormon influenciou
positivamente na carreira dele. Vamos falar também sobre os desafios de se
viver de música, uma vez que a maioria dos musicais universitários não tem fins
lucrativos.
Links para ajudar na construção do texto: http://abroadwayeaqui.com.br/2014/08/31/leo-bahia-o-escolhido-para-viver-chacrinha-no-novo-musical-da-aventura-entretenimento/
Professores
de música
Katharina Farina
A pauta é
centrada no “plano B” de quem quer viver de música. O que acontece quando (ou
enquanto) shows e venda de música não dá certo? O entrevistado é João Carstens
Machado, um formando em música da UFRJ, terminando licenciatura em piano, que
dá aulas particulares. Atualmente, ele toca em duas bandas que se definem como
“groove”: Rio Noventa e Brux. As duas ainda estão construindo uma base de fãs
através da divulgação de música na internet e em shows esporádicos.
Na hora da
entrevista, é importante perguntar sobre as perspectivas dele depois de se
formar: se pretende continuar dando aulas (se sim, aulas particulares em casa
ou em instituições), se quer ser “apenas” música ou pensa em produzir música
alheia – ou até trabalhar no ramo, mas em outras funções, como a parte
administrativa de gravadoras. Descobrir se ele é compositor e se comporia
músicas para outros artistas, ou se faria carreira solo.
Mas não se pode
esquecer do presente: é imprescindível saber quantos alunos ele tem no momento
(e como esse número afeta o estilo de vida dele), como ele divulga o trabalho
de professor, se ele tem alguma metodologia específica de ensino ou se cria
maneiras diferentes de ensinar para cada aluno.
Também seria
interessante, mais para a pauta geral do que para a específica, descobrir a
quantas andam as bandas para saber se os membros têm alguma perspectiva de
lucro ou não.